quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cidade sem cidade, sem idade e com identidade insana

Cidade sem cidade, sem idade e com identidade insana Aqui nesta cidade Onde o horizonte ampliado Não vê possibilidade. Está cidade Cidade desigual Cidade como tal Uma cidade de complexidade estrutural. Está cidade cresceu Cidade desigual cidade é como tal. Uma cidade de complexidade Cidade sem identidade encontrou outra de complexidade Cidade, cidade desumana, Cidade insana de perplexidade humana. Cidade desumana cresceu tanto que virou metrópole Metrópole, metropolitana Cidade inchada, inflada, metropolizada, conurbada, megalopolizada. Autor: João Carvalho (Adriano J. Santos)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Orquídea

Manoel Ribas, Paraná

Campo Alegre, Santa Catarina.

Um olhar sobre a globalização da economia e a influência nas organizações empresariais.  
Adriano João dos Santos
RESUMO
A Globalização processo intensificado pela relação comercial entre os países é o grande desafio e oportunidade para todos: países, empresas e indivíduos. A dinâmica da globalização foi intensificada a partir do século XV com o crescimento do Capitalismo Comercial e de lá para cá foi se tornando cada vez mais intenso e voraz, sua dimensão global foi impulsionada pela tecnologia sobretudo nos segmentos do transporte e da comunicação, neste último tem como simbologia máxima a Internet que é o símbolo também da mundialização econômica e cultural. O trabalho irá apresentar o contexto sobre a Globalização e a interferência nas organizações, através de uma revisão bibliográfica tendo como livros principais o de de Fernando Alcoforado e Michael Spence, livros intitulados respectivamente de Globalização e Desenvolvimento e Os Desafios do Futuro da Economia, sendo empregada a metodologia qualitativa. O modelo econômico global coloca desafios para as organizações empresariais e para os gestores em termos de diversidade das organizações e complexidade do ambiente em que operam. Por essa razão o gestor necessita estar atento a complexidade e os desafios da globalização, da competitividade que se intensifica a partir dela e impulsionada pela tecnologia e pela informação. O mundo da globalização oferece, de um lado oportunidades inéditas de prosperidade econômica e por outro lado é extremamente exigente para usufruir das novas oportunidades.      
Palavras-chave: Globalização, Economia, Capitalismo, Corporações, Mercado.      
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1 INTRODUÇÃO
O processo de globalização que conhecemos hoje é fruto da dinâmica do setor produtivo mundial, tem como premissa fundamental o aumento das trocas comerciais e de serviços entre os países, oportunizada pelo avanço tecnológico nos meios de transportes e de comunicação. Tal dinâmica do processo de globalização ou mundialização da economia pode ser marcada como ponto inicial do seu surgimento a partir do advento do Capitalismo Comercial do século XV, período que marca a expansão do comércio marítimo europeu por outras partes do mundo. Esse processo será intensificado e dinamizado na medida em que outros lugares serão incorporados e explorados pelos povos europeus, a dinâmica econômica será a partir desse momento impulsionada pelo acumulo de capital que possibilitara a evolução do modelo e sua complexidade para estágios mais avançados e diversificados, é de conhecimento amplo que o processo de acumulação do capital na Inglaterra e o progresso técnico foram os grandes responsáveis pelo advento da Revolução Industrial.
Do período da Primeira Revolução Industrial até os dias atuais a economia mundial toma tamanha pujança com os novos processos produtivos como o Fordismo e o Toyotismo, desencadeando um processo produtivo em escala planetária nunca visto na história da humanidade, no entanto, de acordo com Alcoforado (1997) desiquilibrado, fruto da sua origem e historicidade desigual.  
Os países capitalistas desenvolvidos acumularam grande volume de capital no período mercantilista, já os países periféricos ou semiperiféricos não passaram por esse estágio de acumulação e que por sua vez, o progresso técnico não avançou nesses países porque enquanto possuíam o status de colônia eram dependentes de tecnologia oriunda da metrópole e, mais tarde, quando se tornaram formalmente independentes, não dispunham de riqueza acumulada e nem reuniam condições estruturais para promover o desenvolvimento científico e tecnológico. (ALCOFORADO, 1997, p.25  
       A economia global está criando um planeta inteiramente novo e diferente, processo este intensificado pelos avanços técnicos nos transportes e simbolizado nos dias atuais pelo uso da Internet que é apontada por muitos estudiosos como o
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símbolo do processo de globalização econômica, a internet aproximou os lugares do mundo tornando-o uma aldeia global.  Por essa razão o processo é marcado pelos aspectos da internacionalização do sistema produtivo e do consumo, pela intensificação da tecnologia da informação e sobretudo na ênfase do conhecimento.    O modelo econômico global coloca desafios para as organizações empresariais e para os gestores em termos de diversidade das organizações e complexidade do ambiente em que operam. Por essa razão o gestor necessita estar atento a complexidade e os desafios da globalização, da competitividade que se intensifica a partir dela e é impulsionada pela tecnologia e pela informação. O mundo da globalização oferece, de um lado oportunidades inéditas de prosperidade econômica e por outro lado é extremamente exigente para usufruir das novas oportunidades, jogando assim responsabilidades sobre indivíduos e corporações para que possam gerar ciclos produtivos sustentáveis e evidentemente sobreviver no mundo da globalização. É o que afirma Mattelart (2002), a globalização pode ser entendida como um modelo de administração de empresas que sugere o desenvolvimento de competências a nível mundial.  
 A globalização é, primeiramente, um modelo de administração de empresas que, respondendo à crescente complexidade do ambiente da concorrência, procede da criação e da exploração de competências em nível mundial, objetivando maximizar os lucros e consolidar suas fatias de mercado. A globalização é, de alguma maneira, a grade de leitura do mundo própria dos especialistas em administração e marketing. A palavra de ordem que rege está lógica empresarial é a integração. Esta palavra indica uma visão cibernética da organização funcional das grandes unidades econômicas. (MATTELART, 2002, p.125)    
Diante do exposto, este artigo irá apresentar uma pesquisa qualitativa, com o intuito de identificar os elementos econômicos ligados à globalização durante os estágios da evolução do Capitalismo e do processo industrial, seus episódios característicos e os processos produtivos ligados a teia de relações produzidas pela mundialização do capital e perceber os impactos desta nas corporações empresariais.
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2 MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa realizada trata-se de uma pesquisa bibliográfica, sendo utilizado como principais fontes os Livros de Fernando Alcoforado e Michael Spence, livros intitulados respectivamente de Globalização e Desenvolvimento e Os Desafios do Futuro da Economia, sendo empregada a metodologia qualitativa. O artigo apresenta uma única etapa de desenvolvimento através da pesquisa bibliográfica, utilizando assim livros que abordam os conceitos de globalização econômica.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O processo de globalização pode ser atribuído a fatores diversos no mundo de hoje, pode representar o crescimento da economia mundo a partir do século XV com o advento do comércio marítimo pelo planeta, momento este desencadeado pela procura de novos espaços de exploração e pela necessidade de recursos naturais, promovida pela concorrência entre as potências europeias. Para Santos (2000) “a globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista”. De certa maneira a competição entre os países europeus será processo decisivo para o crescimento da economia mundo, a procura de novos espaços para o domínio da corrida pela ocupação de novas terras irá dar aos países europeus oportunidade de acumulação de capital e de domínio sobre as terras conquistadas, povos e culturas, o que por sua vez efetivará e perpetuará a consolidação do domínio econômico. Este período Inicial na economia mundo trará as nações europeias o acumulo de capital necessário para inaugurar o estágio posterior de desenvolvimento que culminará na Primeira Revolução Industrial no século XVIII, este processo ocorrido na Inglaterra em razão de ter acumulado o capital necessário para desenvolver e liderar o processo de desenvolvimento, sobretudo das novas terras e da oferta de matéria-prima e também por ter assegurado o seu domínio no
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estágio final do período do Capitalismo Comercial. Este período será marcado pelo início da atividade industrial com o advento da máquina a vapor e da obtenção da energia através da lenha e principalmente da exploração do carvão mineral em solo inglês, tal processo será favorecido também em virtude da oferta de mão de obra que será sustentado pela urbanização e crescimento populacional verificado no período da Primeira Revolução Industrial.   O segundo estágio terá um ciclo econômico muito dinâmico e maior complexidade de atores e de processos produtivos que virão a surgir como o desenvolvimento da atividade econômica, toda esta complexidade de atividades que será fomentado com o desenvolvimento das técnicas, permitirá a Inglaterra liderar este segmento de desenvolvimento econômico capitalista, por sua vez o próprio crescimento de atividades e técnicas serão elemento que necessitarão ser sustentados o que obrigará a economia nacional inglesa assegura o seu domínio além do território nacional,  daí a necessidade estratégica da expansão política, no período anterior, no século XV e XVI o Colonialismo e no período do século XVII, XVIII e XIX o Neocolonialismo, pautados no forte processo do Mercantilismo europeu.   Estes dois estágios históricos e econômicos serão marcados evidentemente pela exploração de povos e territórios, o primeiro assegurando a exploração da América e Ásia e o segundo da continuidade da exploração destas regiões, mas sobretudo da efetivação do domínio da África, repartindo o território do continente africano com os seus parceiros e aliados da Europa. O período do  neocolonialismo  terá como característica não somente a exploração propriamente dita, mas a estratégia de fomentar novas áreas de consumo mundo justamente para fortalecer, perpetuar e desenvolver o mercado europeu e sobretudo a economia inglesa, as estratégias irão da submissão de culturas, povos e países até a efetivação de um domínio político que assegure o desenvolvimento e penetração da capital europeu e segundo Alcoforado (1997), o seu fortalecimento com a política do Mercantilismo , que por sua vez será o meio decisivo para a consolidação da capital em nível mundial.    
O mercantilismo se baseava numa complexa legislação que recorria a medidas protecionistas, incentivos fiscais e doação de monopólios, para promover a prosperidade geral. A produção e a distribuição do comércio internacional eram realizadas por mercadores privados e
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por grandes companhias comerciais (as Companhias Inglesas e Holandesas das índias Orientais e Ocidentais) e, em geral, eram controladas localmente por corporações de ofício. (ALCOFORADO,1997, p. 22)  
Estes episódios e a busca incessante pela obtenção da liderança do poder e a competição com outros atores do processo de desenvolvimento econômico trará cada vez mais complexidade no processo produtivo, teremos o desenvolvimento de novas atividades e a criação de técnica de aprimoramento da produção. Por outro lado, a competição com novos países, sobretudo fora do continente europeu, será um fator determinante para a real efetivação do processo de globalização, a partir do século XIX os Estados Unidos na América e o Japão na Ásia representaram os expoentes do Capitalismo em diferentes pontos do planeta. No desenho da economia mundo será o fator que configura a partir daí a relação de áreas de poder econômico no planeta em pontos diferentes do globo. Neste período será somado ao crescimento da economia a demanda por recursos naturais para assegurar o controle da produção de mercadorias e de mercadores consumidores cada vez mais crescente, motivado pelo aumento da população e do consumo. O segundo estágio do desenvolvimento industrial será marcado também pelo crescimento da eletricidade e a  efetivação do petróleo como principal fonte de energia e pela disputa por esse recurso em escala planetária, com a demanda da produção e da complexidade cada vez mais acentuada do processo produtivo, emergem neste momentos os modelos produtivos como o Taylorismo e o Fordismo, o primeiro é marcado pela racionalização da produção e o segundo pela massificação da produção e do consumo, ambos como o intuito de elevar a produtividade e o ganho na exploração da produção de mercadorias, é o que afirma Alcoforado (1997).  
O fordismo apoiou-se no taylorismo e tornou-se o processo de obtenção e acumulação do capital vigente no mundo até a década de 1970. A ideia básica do fordismo, a da linha de montagem, surgiu quando Henry Ford visitava um frigorífico de frangos, onde as aves eram dispostas em uma esteira, mortas e depenadas. Ford então adaptou a ideia da esteira a uma linha de montagem de automóveis, que nascia naquela época. Surgiu então, a produção estandardizada. O taylorismo surgiu no começo do século XX, criado por Frederick W. Taylor e era uma forma de gestão empresarial, não uma nova forma de produção. Seu objetivo era tornar o trabalhador mais produtivo sem, com isso, exaurir suas capacidades físicas e mentais. A intenção de Taylor era fazer do trabalhador uma parte da empresa,
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incorporá-lo à máquina. Sues princípios básicos eram a divisão do trabalho, a padronização das tarefas, a separação entre planejamento e execução, a criação de um trabalhador facilmente treinável e substituível. (ALCOFORADO,1997, p. 28)
No período final do século XIX e início do século XX teremos um fantástico processo de desenvolvimento do capital, o que muitos teóricos afirmam ser o segundo estágio da globalização econômica, este período será caracterizado pelo acelerado processo de produção de bens e do formidável crescimento do comércio mundial, bem como pelo acumulo de riqueza e concentração industrial o que irá impulsionar a formação dos primeiros conglomerados industriais e o domínio de um ou vários segmentos produtivos, que resultara na formação de monopólios.  
No período 1873 – 1895, ocorreram progressos científicos e tecnológicos extraordinários, abrindo novos caminhos para a atividade econômica. Iniciou-se, também, uma mutação fundamental do capitalismo com a concentração e centralização do capital industrial, a formação de trustes e de monopólios nacionais e a mundialização dos capitalismos dominantes, pelo comércio e a exportação de capitais, formação de empresas multinacionais e colonização, o que levou à partilha do mundo, acompanhada de rivalidades, choques e guerras.   (ALCOFORADO,1997, p. 29)
A partir, deste momento, a economia é marcada sobretudo pela crescente participação do capital financeiro nas relações comerciais. O centro econômico do mundo começa a ser transferido para a América, em especial e singularmente aos Estados Unidos, fato este consolidado após a Segunda Guerra Mundial. Em 1950 em diante teremos um período marcado pela intensificação do domínio mundial pelas potências capitalistas e socialista, herdado do estágio inicial do século XX, este período intitulado de Guerra Fria, fazendo referência a relação diplomática entre os Estados Unidos e a União Soviética, é marcado pela corrida armamentista e pela disputa ideológica entre os sistemas capitalista e socialista em diferentes pontos do planeta. É um período que trouxe transtornos sociais, econômicos e trágicos, quando relacionamos aos conflitos armados que vitimaram milhões de pessoas no mundo. É evidente que apesar de ser marcado por um período de conflitos, por outro lado, trouxe importantes contribuições para a economia e avanços na sociedade, a competitividade entre os inimigos declarados, possibilitou importantes evoluções das técnicas e do mercado de produção, a própria aplicabilidade de tecnologias militares, espaciais e de comunicação representaram
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avanços significativos para o  processo de globalização, é com a intensificação da relação de disputa do mundo que ficou conhecida como bipolar, dois polos de poder, o período será marcado pela intensificação dos modelos capitalista versus socialista, os modelos buscavam o seu aperfeiçoamento e tentaram mostrar o que tem de melhor, cada um na essência de sua organização política e social. Com esse modelo de disputa, os sistemas buscaram aperfeiçoamento nos diferentes campos do conhecimento, o que sem dúvida contribuirá de maneira decisiva para sofisticação da sociedade e da economia. Cada país dentro da sua esfera de influência e no seu território, buscará fomentar aliados e novas áreas de desenvolvimento com o intuito de superar seu adversário, uma competição quase incessante pelo domínio do poder mundial. Esta competição frenética, uma das razões da derrocada do modelo soviético, levará ao fim o período da Guerra Fria, que termina em 1991 com a extinção da União Soviética, incapacitada de competir no plano econômico e tecnológico com os Estados Unidos e de dar sustentação ao bloco de países socialistas constituído após a Segunda Guerra Mundial.      A intensificação dos investimentos em pesquisa e tecnologia do período da Guerra Fria colaborara para a inauguração do terceiro estágio da globalização econômica ou a Terceira Revolução Industrial, já na década de 1970, período de maior tensão entre as duas potências da Guerra Fria, a partir deste período teremos uma reestruturação produtiva, iniciada duas décadas anteriores em virtude do esgotamento do modelo fordista de produção.  É o que afirma alcoforado p. 35  
 A terceira fase da mundialização do capital caracterizou-se também pelo esforço de reestruturação produtiva visando à superação dos problemas enfrentados pela economia-mundo capitalista. A reestruturação produtiva teve por objetivo oferecer respostas à crise do fordismo e do taylorismo. (ALCOFORADO, 1997, p. 35)  
Neste cenário teremos o surgimento da indústria designada de hi tech ou alta tecnologia como a informática, eletrônica, biotecnologia, aeroespacial, nanotecnologia entre outras, essa novas atividades irão representar uma grande contribuição para a mundialização da economia o que muitos teóricos chamaram  da terceira onda em alusão ao forte expansão da econômica mundo, com a contribuição dessas atividades novos ramos irão surgir, os modelos produtivos serão intensificados e conhecidos no mundo inteiro .
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O principal modelo de reestruturação produtiva, o toyotismo, nascido no Japão na década de 50, será intensificado na relação de produção em substituição ao fordismo. A crise do fordismo deu-se em vários níveis: político, econômico e social, em todos os países, manifestando-se pelo desemprego, pela queda nos níveis de investimento. A consequência foi o começo da reestruturação produtiva, principalmente nos setores básicos de produção e de trabalho. Foram adotadas novas ideologias, novas formas de administração, de gerenciamento e de produção. A ênfase na qualidade e na valorização do capital humano trará bons olhos para esse novo modelo, a qualidade do produto passa a ser elemento indissociável do produto, a ênfase na qualidade total e as ideias de organização do trabalho ganharam definitivamente o terreno das empresas, não só pela ênfase na qualidade, mas sobretudo na racionalização da produção e do custo, o Just-in-time é fundamental para a sobrevivência das corporações modernas, ao contrário do fordismo, em que a produção determina a demanda, no toyotismo, a demanda determina a produção; ou seja, só se produz o que é pedido, por isso se produz mais rápido e melhor.  O final do período bipolar veio com o colapso do socialismo soviético em 1991, a partir daí os Estados Unidos emergem como única potência nas esferas econômica, política e militar, fruto do seu desenvolvimento econômico e social ao longo dos séculos XIX e XX, bem como de um planejamento e desenvolvimento de projeto de crescimento econômico, estabelecido desde o final do século XVIII, iniciado com a independência política no ano de 1776.  O fim do sistema socialista irá representar o incremento de novas áreas de mercado mundial, este fato fará intensificar a relação do comercio mundial, tanto é que neste período foi marcado por forte crescimento da economia no mundo, a globalização será dinamizada com a parceria de países na formação de mercados regionais, como o NAFTA, a UE, APEC, MERCOSUL e outros blocos de países. A partir deste momento as relações se tornaram mais coletivizadas, em virtude da necessidade de competir no mundo globalizado.  A evolução dos transportes marítimos, no que diz respeito ao transporte de cargas, levará a intensificação do comércio,  a quantidade de cargas transportada e a qualidade inserida na atividade possibilitaram maior dinamismo no deslocamento entre as diversas regiões continentais, o emprego da tecnologia de comunicação e de orientação espacial contribuíram para que as rotas marítimas se tornassem mais
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seguras e com maior capacidade de deslocamento, incentivando o aumento do comércio global, mas também para a logística das  empresas globais, em que a escala do processo produtivo é feita em diferentes locais do mundo.  
A General Eletric possui cadeias de suprimento globais em muitas de suas divisões operacionais. Quando configura uma instalação fabril e um apoio logístico na Índia, ela busca uma estratégia lucrativa de utilizar a economia global para reduzir o custo de seus produtos. (SPENCE, 2011, p. 53)    
O advento da informática vinda dos ramos das indústrias de alta tecnologia irá possibilitar um gigantesco salto no sistema produtivo mundial, é com a informática que os processos administrativos serão aperfeiçoados e contribuirá para a redução do tempo, custo e aumento da rentabilidade da produção. É também com a indústria da informática, representada pelo computador e os programas inseridos onde teremos uma revolução informacional, iniciada com a popularização do computador a partir da década de 1970 e com a revolução da Internet na década de 1990 que o mundo será chamado de aldeia global, fazendo uma alusão de que o planeta se tornou pequeno em virtude do rápido crescimento do processo de comunicação, representado pela internet.  
O acesso comercial à internet foi permitido pela primeira vez em 1988 e, com a introdução do Netscape (um software de fácil utilização para acessar a World Wide Web ), o uso pessoal e empresarial da internet deslanchou. (SPENCE, 2011, p. 192)    
De forma decisiva a Internet contribui para a economia global, não apenas com a intensificação da comunicação em tempo real, mas sobretudo com a criação e surgimento de novas atividades produtivas e com a criação de empresas que hoje dominam a economia real e que estão no mundo virtual, ou seja, sem a internet elas não existiriam.  Além de incrementar e revolucionar novos segmentos produtivos, a internet possibilitou difundir o conhecimento e a atividade produtiva em escala planetária, é com a internet que a comunicação deixou de ser monopolizada por grandes grupos de mídia e se tornou uma ferramenta de aperfeiçoamento de indivíduos e empresas, é graças à internet que muitos podem realizar um curso de especialização à distância, como de logística, administração entre outros, é através da rede que várias profissões podem atuar nos mais diferentes atividades existentes
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na economia moderna do mundo atual.  Podemos constatar que a internet representa de fato uma verdadeira revolução no segmento social e econômico, como afirma Spence (2011).  
Acontece que foi a conectividade que gerou o grande e crescente impacto econômico (e, de fato, social) dos computadores em rede e da tecnologia da informação. As atividades mundanas do dia a dia de obter informações e concluir transações ou as atividades de interação e coordenação eram caras e consumiam muito tempo. Em nível verdadeiramente básico, o que a rede pela internet fez foi diminuir os custos e aumentar a velocidade para a realização dessas funções. Isso parece simples demais, mas não é. As reduções de custo e de tempo são tão grandes que estão mudando a estrutura de informações dos mercados e o mundo em que vivemos. (SPENCE, 2011, p. 192)    
Comprovadamente a globalização intensificou a relação do local com o global, tornando o local parte integrante do mundo globalizado, no âmbito econômico a globalização cobra decisivamente das empresas o aperfeiçoamento das suas práticas gerenciais e sua responsabilidade no ambiente da qual está inserida. Para poder atuar com responsabilidade e sustentabilidade a corporação deve estar aprimorada no seu segmento produtivo. Este aprimoramento deve ser entendido como o conhecimento de toda a sua cadeia produtiva, entende-se aqui como conhecimento, os elementos necessários para a sobrevivência do empreendimento, onde estarão inseridos o planejamento, as estratégias, o controle da produção, a sua logística e a responsabilidade social da empresa.  A mundialização da economia sem dúvida deixou o mundo menor, tanto em dimensionamento de tempo e distância, bem como na redução dos custos econômicos e na singularização das atividades empresariais, ao mesmo tempo que potencializou novas atividades produtivas, ela cobra constantemente aperfeiçoamento de mercados, empresas e indivíduos. Ao mesmo tempo em que a competição local passa também a representar uma escala maior de dimensão em razão da padronização e da evolução dos processos gerencias, hoje de conhecimento global. Com as tecnologias aplicadas a informação, o processo de globalização passa a não ser apenas exclusivo das grandes corporações globais, as transnacionais, que evidentemente contribuíram para que chegássemos ao estágio atual, mas sobretudo as pequenas e médias corporações também estão inseridas na dinâmica da globalização, basta analisar a cadeia produtiva e a complexidade
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econômica que envolve esta relação. A complexidade econômica e o processo de terceirização de atividades permitem um maior dinamismo e intensificação da relação produtiva, dentro deste aspecto compete as corporações fortalecer suas relações com a cadeia produtiva gerada pelo seu negócio.  Neste contexto é de grande importância que a corporação fidelize todo o seu sistema produtivo, como se tornasse um ciclo produtivo fechado, em que a partir do aperfeiçoamento do seu gerenciamento ela crie elementos que irão permitir o estreitamento dos laços com clientes e fornecedores, permitindo uma troca constante de informações e conhecimento que possa levar ao aperfeiçoamento da sua atividade produtiva e a continua manutenção do seu ciclo produtivo. Ao mesmo tempo que a corporação mantenha a fidelização dos seus parceiros e buscar agregar novos, para que perpetue o ciclo produtivo fechado de forma sustentável.  
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através das pesquisas realizadas nas diversas fontes, ficam evidenciados que os avanços na economia mundial, desencadeado pelo intenso fluxo do comércio mundial e motivado pelos transportes e pela dinâmica do processo de comunicação, representado pelo advento da internet, gerou um intenso dinamismo na atividade produtiva em escala planetária, potencializando a relação do espaço local com o global. Os espaços regionais de produção são e serão fortificados e pela dinâmica da complexidade de atividades que são evidenciados a medida que a economia se modernizou.  A globalização veio para ficar, não terá volta, será cada vez mais fortalecida pelos processos produtivos e pela inserção dos indivíduos e empresas na economia, é neste contexto que se torna indispensável a busca constante pelo aprimoramento das organizações. A dinâmica da modernização da economia mundial é um elemento gerador de constantes desafios para as corporações, independentemente do tamanho da organização, pois a globalização ao mesmo instante que aproxima o global do local, não mede parâmetros de dimensão na atividade produtiva, elemento característico da economia moderna, pois no mundo globalizado o pequeno também se torna grande.
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Neste contexto um dos maiores desafios, se não o maior, é gerar na organização um sistema capaz de dar sobrevida ao negócio, inserindo as tecnologias da comunicação, aperfeiçoando os sistemas logísticos, criar fidelidade com os clientes e atrair novos. Estimular um sistema capaz de gerar um ciclo produtivo que possa dar sustentabilidade na organização. Aperfeiçoar, desenvolver e ou valorizar a cultura empresarial, tanto no que diz respeito à fomentação do espirito empreendedor, bem como na propagação da visão e missão da corporação.  
5 CONCLUSÃO
O presente artigo teve como objetivo geral analisar a evolução do processo de globalização e a sua interferência nas organizações econômicas, as mudanças e as tecnologias que estão disponíveis para uso das corporações empresariais, e as mudanças que foram introduzidas nos últimos anos, fazendo assim um paralelo com a Revolução Industrial onde surgiram as primeiras tecnologias dentro do sistema fabril. Identificando assim o surgimento e as etapas do processo de globalização da economia, estas etapas configuram as características históricas dos períodos homogêneos da atividade comercial e industrial no mundo, em cada etapa é possível perceber os elementos produtivos inseridos em cada período histórico de evolução da economia mundo.  A globalização é um processo singular a economia de mercado, sendo evidentemente fruto do processo de evolução e expansão do modelo capitalista de desenvolvimento, processo este desigual, sendo que esta desigualdade teve como origem o seu ápice inicial de desenvolvimento na Europa, no século XV. Portanto, a esfera desigual e concentradora é a essência do capitalismo. A globalização, por sua vez, impulsionada pelos avanços do transporte e da comunicação, levou esse modelo para todos os cantos do planeta.  Mesmo desigual a globalização fortaleceu a relação de trabalho capitalista e fortificou sua estrutura e impulsionou no mundo o desejo de fazer parte deste modelo, mesmo habitualmente sendo criticado por intelectuais em diversas partes da Terra.
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Desta forma, ressalta-se que as empresas são e estão parte da globalização econômica, pois a dinamização da mundialização começa de forma acelerada no momento que o capital produtivo de determinadas empresas é transferido para outros locais do mundo, as transnacionais inauguram esse modelo que já tinha sido impulsionado no século XV com as navegações europeias.   A globalização mostra que as empresas contribuem para formar o conjunto das relações econômicas que sustentam a própria globalização, mostra que  as fronteiras não representam obstáculos para as empresas globais e que o espaço distante se torna próximo ao mesmo instante que o espaço próximo pode se tornar distante se as empresas não estiverem atenta a dinâmica da modernidade econômica, sendo assim as empresas necessitam buscar constantemente inovar os processos produtivos, outro ponto relevante é o papel que a tecnologia da comunicação, simbolizada pela internet, coloca diante dos negócios empresariais, fazendo parte integrante da globalização, a internet aproximou os lugares e impulsionou o capitalismo no mundo, criou novos segmentos produtivos e  intensificando as atividade econômicas.  Constata-se que a globalização gerou modelos de produtividade e de padronização de estilos de trabalhos, ao mesmo tempo que difundiu ideias, fortaleceu riquezas, desigualdades e desejos de consumo, ela mesmo foi moldada segundo as formas de gerenciamento administrativos e produtivos das atividades globais, sendo, portanto, ao mesmo tempo causa e consequência da modernidade econômica no mundo e fruto da evolução histórica da economia de mercado.  
REFERÊNCIAS  
ALCOFORADO, Fernando. Globalização e Desenvolvimento. São Paulo: Nobel, 1997.
DE MASI, Domenico. O futuro chegou. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014.
HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
LI, Charlene and BERNOFF, Josh. Fenômenos Sociais nos Negócios: Groundswell. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
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MATTELRT, Armand. A globalização da comunicação. São Paulo: Edusc, 2002.
SANTOS, Milton. Território: Globalização e Fragmentação. São Paulo: Hucitec, 1998.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 10. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SPENCE. Michael. Os desafios do futuro da economia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

publicado às 09:07 em 22/11/16